A mineração é uma indústria que tradicionalmente é dominada por homens, mas ao longo das últimas décadas, a presença feminina na mineração tem crescido lentamente. As mulheres na mineração ainda enfrentam muitos desafios, incluindo a discriminação de gênero, a falta de oportunidades de treinamento e o acesso limitado a cargos de liderança.
No Brasil, as mulheres representam apenas 13% dos trabalhadores na mineração, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Isso é significativamente menor do que a média global, que é de cerca de 20%. No entanto, é importante notar que a presença feminina na mineração brasileira tem crescido nos últimos anos, com um aumento de 1,4% na proporção de mulheres na indústria entre 2016 e 2018.
Desafios enfrentados pelas mulheres na mineração
As mulheres que trabalham na mineração enfrentam uma série de desafios relacionados à discriminação de gênero. Elas muitas vezes têm que trabalhar em ambientes hostis, sujeitos a assédio sexual e outras formas de violência de gênero. Além disso, as mulheres são frequentemente subestimadas e não recebem o reconhecimento que merecem por seu trabalho.

No entanto, muitas empresas estão trabalhando para mudar essa realidade e promover a igualdade de gênero na mineração. Por exemplo, a mineradora Vale tem um programa de diversidade e inclusão que tem como objetivo aumentar a representação de mulheres em todas as áreas da empresa.
A empresa também oferece treinamento e oportunidades de desenvolvimento para mulheres que trabalham na mineração.
Além disso, a Vale tem uma política de tolerância zero para o assédio sexual e outras formas de violência de gênero. A empresa tem uma equipe dedicada para lidar com denúncias de assédio sexual e oferece suporte às vítimas.
Outra empresa que está trabalhando para promover a igualdade de gênero na mineração é a Anglo American. A empresa lançou um programa chamado “Mulheres na Mineração” em 2018, que tem como objetivo aumentar a representação feminina em cargos de liderança na empresa. O programa inclui treinamento, mentorias e outras iniciativas para ajudar as mulheres a avançar em suas carreiras na mineração.
A presença feminina na mineração
Um exemplo inspirador de uma mulher que alcançou o sucesso na mineração é Cynthia Carroll, que foi CEO da Anglo American de 2007 a 2013. Carroll foi a primeira mulher a liderar uma grande mineradora global e enfrentou muitos desafios e obstáculos ao longo de sua carreira. Ela trabalhou para mudar a cultura da empresa e promover a igualdade de gênero na mineração.
Outro exemplo é a brasileira Geralda Doca, que trabalha na Vale há mais de 30 anos e é uma das poucas mulheres em cargos de liderança na empresa. Doca começou sua carreira na mineração como técnica de laboratório e agora é responsável pela área de qualidade da Vale.

Para promover a igualdade de gênero na mineração, é necessário que empresas, governos e outras organizações trabalhem juntos para criar um ambiente de trabalho seguro e inclusivo para as mulheres.
Isso inclui políticas de igualdade de gênero, treinamento e desenvolvimento para mulheres, e a promoção de modelos femininos de sucesso na indústria. Além disso, é importante que as empresas adotem medidas para combater a violência de gênero e assédio sexual no local de trabalho.
Em resumo, A presença feminina na mineração é importante não só para a igualdade de gênero, mas também para a indústria em si. As mulheres trazem uma perspectiva única e podem ajudar a criar um ambiente de trabalho mais inclusivo e seguro para todos os trabalhadores. Além disso, a diversidade de gênero pode levar a uma maior inovação e produtividade na indústria.
Referência: Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). (2020). Mineração em Números. Retrieved from http://www.ibram.org.br/sites/1300/1344/00004064.pdf
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